![]() |
Não sei se todos se sentiam assim, mas quando eu era mais novo tinha a impressão de que eu nunca ia virar adulto. Ano após ano, as mesmas matérias (em geral um pouco mais chatas e difíceis), o corpo um pouco diferente, mas ainda com as mesmas cobranças e responsabilidades (ou seja, bem poucas). Embora soubesse que era uma ilusão e que um dia eu ia ter que crescer, amadurecer, trabalhar e me virar, mas no fundo eu acho que a ficha não tinha caído.
Hoje, me inscrevendo para o vestibular, tive a confirmação (mais uma, já tive tantas) de que o tempo passou. E isso me parece cada vez menos assustador - embora ainda seja estranho ouvir as pessoas se referindo a mim como "moço" ou "rapaz", parece que ainda ontem falavam "baixinho"!
Foi pouca, mas a chuva e o vento frescos de sexta-feira me deram uma vitalidade que há um tempo eu não sentia. E apesar de ter que fazer um simulado (mais um!) no sábado, ter me estressado com "x" fatores e me decepcionado um pouco com algumas coisas, consegui estar bem o suficiente para dizer que eu realmente gosto da vida - e até acreditar que ela está nas minhas mãos, quem diria!
Fora isso, estou totalmente viciado em Chaos and Creation In The Backyard - como eu demorei tanto pra adorar esse álbum? - do sir. Paul Mccartney, Twentysomething do Jamie Cullum, Sea Change do Beck (e ainda não cansei de ouvir os álbuns ao vivo da Björk entre uma tracklist e outra). E Desperate Housewives estréia a quarta temporada hoje! =D
E vou me esquecer que amanhã é segunda enquanto aproveito as velharias - e as nem tão velhas assim.