Apesar de estar na fase da rebeldia por excelência, eu nunca simpatizei muito com isso, não no sentido estreito da palavra (menos ainda depois daquele maldito grupo mexicano ter aparecido). Como um Che Guevara, eu sou um ótimo conservador. Qual não é minha surpresa, então, ao perceber que estou cada vez mais revoltado? (Ou seria melhor dizer, em prol do impacto mais risível, emputecido?) Não digo isso sem uma boa dose de vergonha, porque é clichê barato, pobre e desgastado. Mas tem outro jeito de expressar? Eu é que não vou pintar a cara e sair pela rua protestando (a menos que isso dê algumas boas fotos, e nesse caso eu posso fazer uma caracterização mais elaborada, sim). Como nem eu me agüento mais reclamando, serei breve: sistema educacional brasileiro falido, vestibular injusto, capitalismo selvagem (e tentador, sejamos sinceros), emprego (e a falta dele), carreira, espinhas, a camiseta de formatura que fizeram maracutaia para impôr. E pensar que eu fiquei tão feliz quando vi na estrada uma fantasia de pelúcia branca pendurada no banco do passageiro e tenho uma certa queda pela profissão de character!
Será que um dia eu consigo terminar uma catarse sem uma frase bobinha sobre o comportamento humano? (Gente, ruim com, pior sem...)
Tem mais, mas por hoje chega, às 21h18
[ ]
[ Mereço ser lido? ]