Inventei de me colocar no meio de uma conversa depois de ficar indignado ao ouvir que "mulher bonita ninguém come sozinho". Saí dela com um "a pessoa que se enquadra à massa sofre menos". Por mais que doa, no entanto, eu me recuso a acreditar nisso.
E eu sinceramente acho que é a melhor opção. E que todo deveriam fazer o mesmo. Claro, o mundo não está assim tão interessado no que eu acho.
Enquadrar à massa... Alguém avise para tirarem os sutiãs das fogueiras e aumentarem os olhos dos orientais. Tanto tempo para isso.
Ainda assim, preciso, fisicamente, e do fundo da minha alma, acreditar que ainda vou encontrar alguém para o qual eu não tenha que falar, apenas sentir.
PS: Não é novidade que eu admiro o trabalho do francês Michel Gondry. Acho que esse vídeo dirigido por ele vai bem a calhar. Caso você tenha antipatia incontrolável pela moça em questão, assista ouvindo uma música da qual você goste e fique feliz, pois ela aparece por menos de 20 segundos. A beleza das imagens vale a pena.
Quando soube que a RedeTv faria uma versão "brasileira" (gravada na Argentina) de Desperate Housewives, minhas expectativas não foram as melhores. Quando vi que a Lucélia Santos tinha sido escalada para fazer o papel que no original coube a Teri Hatcher, tive quase certeza de que seria um desastre: afinal, quem poderia imaginar Lucélia Santos como Susan? Mas depois que o programa estreou, na última quarta-feira, minha opinião mudou - inclusive a respeito do que há de capenga na série. Sejamos honestos: não se pode acusar a versão de ser infiel à original. Para minha surpresa, as atrizes principais estavam bem em seus papéis - Lucélia estava caricata demais em alguns momentos, mas nada que prejudicasse, e Viétia Zangrandi pareceu um pouco "dura", mas isso se deve também ao desenvolvimento de sua personagem - com destaque para Teresa Seiblitz. O grande e mais palpável problema, no entanto, atende pelo nome de Sônia Braga. Mary Alice, interpretada deliciosamente por Brenda Strong em Desperate Housewives, morre no primeiro capítulo, mas é de vital importância, tanto para a trama quanto para a narrativa. Afinal, são dela os comentários ácidos, irônicos e as frases profundas a cada final de episódio - aliás, um dos grandes méritos do original. Sônia Braga, ao contrário fala baixo e sem emoção, e mesmo quando aparece em cena decepciona. Isso é grave, já que Mary Alice (ou Alice, como ficou na adaptação) é quem de certa forma aponta os caminhos da história. Surpreende que uma atriz com tamanha experiência deixe tanto a desejar. Por último, mas não menos agoniante, há a dublagem dos personagens secundários. A dublagem brasileira, digam o que disserem, é boa. Mas o resultado da mistura entre protagonistas brasileiros e coadjuvantes argentinos dublados foi muito artificial. Para comprovar, basta ver a cena em que Lígia entra em uma piscina acabar com a bagunça dos filhos - igualzinho à Lynette no piloto americano -, ou a conversa entre Suzana e sua filha Júlia. É triste que o resultado não tenha sido tão bom, pois fica claro que a equipe tentou caprichar, dando o seu melhor, mas isso não evitou que o resultado saísse aquém das expectativas. Pelo menos, das otimistas. Eu, particularmente, achei que seria muito pior, mas estava errado - não tão errado, mas mesmo assim. Agora, é torcer para que melhore, mesmo sabendo que "Donas de Casa Desesperadas" dificilmente atingirá "Desperate Housewives" em qualidade.
Tem mais, mas por hoje chega, às 21h59
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[ Mereço ser lido? ]
Para que não pensem que eu só gosto de ler letras da Björk e do Thom Yorke.
HINO AO SONO sem a pequena morte de toda noite como sobreviver à vida de cada dia?
DÚVIDA Não há nada mais triste do que um cão em guarda ao cadáver de seu dono.