As minhas expectativas para esse filme não eram lá as melhores, já que o livro é longo demais, prolixo e. em alguns momentos. até tedioso. Ao contrário do que se passa na tela grande. Claro que muitos fãs vão ficar reclamando porque quase metade do livro foi cortado. Felizmente, nesse caso, menos é mais. Para os que leram os livro, pode ficar a impressão de ter visto o filme no dobro da velocidade, ou que o a película é uma retalhação da história. De fato, algumas coisas ficam meio largadas no começo, mas ser totalmente fiel ao livro seria um tiro no pé. Ainda assim o roteiro, apesar de ser formado de retalhos do texto original, não decepciona. Se no livro as coisas demoram a engrenar, no filme um minuto perdido pode ser fatal - e isso é bom! Sem a chatice do Quadribol e boa parte da enrolação cortada, o filme ganha em ritmo. Claro que é uma pena que alguns (bons) diálogos do livro tenham sido cortados ou reduzidos, mas esse é o preço a ser pago por uma adaptação. Tesouras à parte, este filme presenteia o público com algumas das mais belas seqüências da série Harry Potter, como a cena da queda das esferas no departamento de mistérios do Ministério, ou a batalha entre Voldemort e Dumbledore - os tons de azuis na escuridão da primeira e os bons efeitos especiais que viabilizaram os cacos de vidro, o fogo, a água e a areia da segunda são deleites para os olhos. Já a comentada cena do primeiro beijo de Harry é tímida e insípida. Fora isso, há ótimos desempenhos, não apenas de veteranos como Alan Rickman (Snape), mas também de Helena Bonham Carter (muito bem na pele de Bellatrix Lestrange) e Imelda Staunton como Umbridge. Essa última, aliás, consegue transmitir o cinismo de Umbridge maravilhosamente bem sem cair no caricatural, mas de modo a fazer com que a platéia a deteste e ao mesmo tempo se divirta com ela em ótimas cenas de humor. O trio de protagonistas continua não sendo um grande espetáculo. Daniel Radcliffe continua sendo mais um rostinho bonito do que um bom ator, Emma tem um desempenho bom na maior parte do tempo, apesar de flertar com a canastrice em alguns momentos, e Rupert Grint ainda está apenas regular, mas nota-se um bom empenho da parte do ator, que melhorou bastante desde o começo da série. Mas a melhor surpresa foi, certamente, a novata Evanna Lynch, interpretando a querida Luna Lovegood. Mesmo que sua personagem - e também Gina Wesley e Neville Longbottom - tenham sido muito mal-aproveitados, a performance da loirinha se destaca. Com leveza e espontainedade atípicas, ela encarna uma Luna Lovegood adorável que em nada deixa a desejar. Como ponto alto, ressalto a cena final entre ela e Harry, na qual muitos atores (mais ainda iniciantes) poderiam se deixar levar pela comodidade de fazer um beicinho para despertar a compaixão dos espectadores. Evanna, ao contrário, é fiel ao espírito da ótima personagem e se mantém alegre e leve. Tomara que no próximo dêem a ela o destaque que ela merece. Enfim, Harry Potter e a Ordem da Fênix surpreende como adaptação de um dos momentos apenas medianos de J.K.
PS: Como todo mundo percebe, eu mudei o layout. Eu não tinha nenhum tema bom em mente, então resolvi juntar várias fotos que me agradavam e ver no que dava. E não é que eu gostei? Ficou leve e sem um ar muito pesado, como eu queria. E em que outro lugar eu poderia colocar Paul Maccartney e Björk juntos? Espero que gostem do resultado! =D
Tem mais, mas por hoje chega, às 20h28
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[ Mereço ser lido? ]
Eu já estou com saudades do frio. Cadê, cadê?! Me surpreendi ao notar a quantidade de tempo que eu tenho passado sem ver meus DVDs de Buffy e Friends. Engraçado é como eu não senti falta até agora. Estranho. Talvez eu esteja realmente seguindo em frente. Se esse for o caso, chega a ser assutador que um dia eu vá acordar já homem feito, com todas as responsabilidades de tal. Mas excitante ao mesmo tempo. Vai entender.
Emotional landscapes, is where I want to be
Depois de me interessar por filmes que nem o pirata de plantão João Zitelli consegue baixar (pelo menos não a uma velocidade decente), estou viciado em música. Agora já tenho praticamente toda a discografia do Radiohead, Kings of Convenience e Björk (inclusive o primeira álbum dela, cantando em islândes aos 12 anos, em 1977). Pena que, dos 4 GB que o Speedy me dá direito, já se foram 2,8 (e eu nem acabei de baixar a temporada toda de Desperate Housewives!).
Depois que eu comprei "Homogenic", da Björk, original em São Paulo, me deu uma saudade dos tempos em que eu só comprava CDs originais! O encarte, todo o trabalho do álbum, as letras lá pra acompanhar, a qualidade 100%... Se eu tivesse dinheiro...
Como eu ando fascinado por clipes, decidi postar os meus favoritos. Espero que algum mortal os assista por minha recomendação e goste! =P
Começando por Sunny Road, da islandesa Emiliana Torrini. Gelo, uma moça fofa, simpática e sardenta, uma música deliciosa, enfim, algo que vale a pena, com certeza!
Queria que esses dias demorassem mais a passar.
Tem mais, mas por hoje chega, às 22h43
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[ Mereço ser lido? ]